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5 coisas que você nunca deve pesquisar no seu computador de trabalho

por Sinval Rodrigues em 11/03/2020 às 21:17 em Direito Contratual

Todo mundo necessita fazer pesquisas sejam elas de interesse pessoal ou profissional. Essa necessidade insaciável é parte da evolução cognitiva da espécie humana, e pode acreditar, você faz muitas pesquisas.

Ser demitido porque foi pego pesquisando coisas inapropriadas durante o período laboral no computador da empresa, ou mesmo que pessoal, cria um perfil extremamente negativo para o profissional.  Você não quer e não precisa passar por esse constrangimento.

Os computadores de uso profissional na empresa estão ligados a um servidor central ou uma rede comum e são frequentemente vigiados pelos empregadores.  Eles sabem tudo o que faz, e na maioria das vezes possui um agente exclusivo para rastrear o que os funcionários estão a pesquisar.

 

Armazenamento de dados e cookies.

Toda vez que é realiza uma pesquisa no computador, seja via Rede (Internet) ou arquivo local dentro da máquina, as informações são coletadas e armazenadas na própria máquina e/ou no servidor central. Se a pesquisa for realizada na Rede, o site acessado envia arquivos de dados acessados (cookies) para o navegador (Browser) usado. Esses arquivos são baixados na máquina e/ou servidor central e ficam disponíveis mesmo que offline (Fora da Rede). Isso vai ocorrer mesmo se usar a aba de navegação anônima. Em muitas vezes, há softs (Programas de computadores e aplicativos) instalados na máquina, cuja finalidade é rastrear o que está sendo feito nela.

Fique atento, pois, todas as pesquisas, e-mails enviados, cliques em links e arquivos, termos mais pesquisados, comportamentos pessoais como compras, redes sociais, sites visitados, etc. estão sendo rastreados sem que você perceba.

“Nunca assume que isso é suficiente para fazer com que as evidências desapareçam onde quer que você esteja na Internet”, disse Michael Kerr, palestrante internacional e autor de The Humor Advantage. “A maioria dos departamentos de TI ainda pode monitorar o uso do computador e sabe quais pesquisas parecem altamente questionáveis”. Isso serve para todos os computadores, mesmo aqueles domésticos e notebooks pessoais e os smartphones.

 

Espionagem preventiva.

É muito comum que o superior imediato no ambiente de trabalho fica rondando entre os profissionais para saber o que eles estão a fazer. Essa tática é preventiva e imediata, diferente das demais que são repressivas. Tão comum são os olhos que não piscam, câmeras instaladas em ângulos que imperceptivelmente ao olhar desatento do profissional, percebe tudo, sem erro.

 

Definitivamente, você nunca deve pesquisar em sua máquina de trabalho:

 

1. Pornografia

É óbvio que esse tipo de pesquisa jamais deve ocorrer. Mesmo que alguns profissionais a faça, essa é uma situação que poderá ensejar uma justa causa e comprometer toda a vida profissional do sujeito.  Isso sem considerar a falta de ética e o descompromisso com a sua função dentro da empresa.

Essa é uma prática comum ainda que não pareça. Muitas pessoas estão em grupos no WhatsApp, Instagram ou Facebook, ou mesmo possui um acervo completo de pornografia dentro dos aparelhos pessoais. Outrora, uma simples oportunidade em que se encontra sozinho na sala, transformar-se-á o momento em prazer.

“Dos professores nos computadores das escolas aos políticos, esse problema é repetidamente detectado pela mídia”, explica Kerr. “Um relatório amplo revelou que houve mais de 300.000 buscas de pornografia no Parlamento do Reino Unido. Um trabalhador da cidade de Baltimore foi demitido depois de assistir pornô no trabalho por um total de 39 horas, incluindo um dia em que assistiu ao cinema durante seis de suas oito horas de trabalho. E se você não for demitido, ainda estará em uma situação embaraçosa”.

 

2. Nunca pesquise por informações secretas sobre a própria empresa.

Todas as empresas possuem e protegem informações secretas ou restritas a alguns profissionais de acordo com o seu nível hierárquico, ou função. Seja uma conduta criminosa não conhecida, uma fórmula secreta, técnicas, patentes, etc. Tentar acessar essas informações podem levantar suspeita sobre sua idoneidade profissional. Você será mais atentamente vigiado, sendo que qualquer justificativa será pretexto de demissão ou rebaixamento.

 

3. Nunca faça pesquisas para trabalhos paralelos.

Muitos profissionais possuem outras atividades laborais fora da empresa. Seja autônomo ou não, fazer pesquisas no ambiente de trabalho, usando a máquina da empresa, para satisfazer outros trabalhos paralelos, é inconveniente.  Resista essa necessidade mesmo que seja urgente.

Se você tem um segundo emprego ou administra seu próprio negócio ao longo do caminho, deve ser extremamente cuidadoso ao procurar páginas que não se encaixam no seu horário de trabalho”, alerta Kerr. “Muitos funcionários foram demitidos porque foram pegos fazendo seus próprios negócios enquanto deveriam trabalhar à custa de outros. Sua atividade na Internet será um dos maiores sinais de alerta que seu empregador vê.”

 

4. Nunca procure emprego principalmente quando se trata de uma empresa concorrente.

Nunca use a máquina do trabalho para procurar novos empregos. Mesmo se você estiver totalmente infeliz em seu emprego atual, estará assumindo um grande risco. Lembre-se que tudo que faz no seu computador está sendo registrado, e a qualquer momento será pego pelo chefe.

Imagine que a empresa investiu para torna-lo mais técnico no trabalho, ensinando os procedimentos, técnicas, e às vezes segredos técnicos e fórmulas. De repente, descobre através de rastreamento digital que a sua pretensão é ir trabalhar para a concorrente. É preciso ter coerência profissional com o empregador, lembre-se que há um contrato que dentre todos os princípios, impera a boa-fé e a confiança.  Se essa situação ocorrer, poderá estar violando clausulas contratuais, talvez tão sérias como aquelas de confidencialidade, que pode lhes resultar justa causa, rebaixamento de cargo ou mesmo um processo judicial.

 

5. Não pesquise sobre relacionamentos amorosos.

Evite qualquer tipo e termos de pesquisas que leve a resultados relacionados a relacionamentos pessoais e amorosos. É constrangedor para uma empresa descobrir que o seu profissional, ao invés de focar no trabalho, se desprende por fantasias e relações amorosas.

Nenhum empregador gosta de ver seus funcionários perdendo tempo útil com atividades pessoais. O tempo destinado ao trabalho deve estar inteiramente ativo para dar soluções nas atividades da empresa. Então é bom que você, como profissional, fique longe de sítios web e redes sociais que não sejam aqueles oficiais.  Da mesma forma, evite pesquisas excessivas nos mecanismos de buscas que não são da empresa.

Você não foi contratado para navegar na rede, então passe a contar o tempo que fica realizando pesquisas e se elas são realmente úteis. Se não, faça um bom filtro. Caso seja necessário dedicar mais tempo para uma determinada pesquisa em razão de sua complexidade, comunique ao seu superior imediato, e faça uma anotação pelo correio eletrônico.

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Sinval Rodrigues

Advogado OAB Belo Horizonte, MG

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